quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Ninfa dos Jardins das Quimeras

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Flor-mulher de rosas cálidas
encanta os jardins eternos
e me dirija seu olhar pálido
com suas cores noturnas

e, em suas folhas espinhos
que sangram os que te tocam
e derramam a bebida carmim
por entre os lençóis e os véus;

que ocultam seus desejos
que profanam suas pétalas
e que incendeiam os amores
que você furtou dos céus.

Flor-mulher tão cristalina
que enfeitiça e atiça sonhos
como brasas de forjas antigas
como os vestígios de um cometa,

venha beber meu coração
e, venha plantar sementes de paz
para que eu adormeça em seu leito
de estrelas e galáxias e supra-mundos

e, na cadência da canção celeste
venha ninar todos os despertos
venha parir em asas de colibris
em sua cama de quimeras e olores.

Tu que é a ninfa abominada
que rega com lágrimas e dor
esses jardins de quimeras
e, apascenta meu querer;

não se abandone nas catacumbas
pois, seu veneno é doce
e embriaga os vórtices da paixão
e, sua mágica é inóspita e cruel;

então cante todos os feitiços
e blasfeme contra os homens
e, petrifique os olhares cegos
que te desejam sem pudor.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Nu Sentado de Giovanni Boldini

2 comentários:

  1. Ótimo! Aqui você vai fundo e isso é muito bom quando a gente libera o sentimento e tudo gira em torno do sonho... Parabéns, amigo! Uma ótima tarde com abraços poéticos.

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    Respostas
    1. Obrigado pela visita e apreciação Sisino, uma tarde iluminada para você!!!
      Abraços Poéticos!!

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