domingo, 7 de outubro de 2012

Todas as Coisas Nasceram do Ventre de Noús

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É aquela mão balançando o berço
ninando auroras e cantando ao tempo
é aquela senhora rezando o terço
orando há horas pelos seus tormentos.

É o poeta alienando os versos
regendo a orquestra dos pensamentos
é o cordeiro servindo mais um banquete
saciando a fome das formigas e dos leões.

É o marujo saudoso tocando o barco
bebendo as ondas suculentas de Poseidom
é a sereia encantando pescadores famintos
derramando o sangue pirangueiro pelo instinto.

É a lua enfeitiçando os bravos lobos
e se fortalecendo nesse amor entre uivos
é a galáxia inteira se modificando agora
mudando os minutos um a um nessa evolução.

E todas as coisas são somente manifestações
dessa roda viva e violenta que renasce a cada trovão
e fulgurante é o espasmo do indubitável  universo
que entre suas eternas colisões semeia flores galácticas.

Eu sou aquele jardineiro cósmico e transparente
que faz do seu jardim a semelhança do que observa
que transporta imagens pelos caules inatingíveis
que suportam todos os floresceres e padeceres.

E a vontade criadora é nascida no ventre de Noús...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: A Tábua de Esmeraldas

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