quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Centelha

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E brilhou uma luz mutante
naquela esquina vazia
e era a luz do pensamento
desmentindo todas as blasfêmia,
então eu bebi dela incessantemente.

E brilhou e brilhou eternamente,
e minhas pálpebras se fecharam
o que vi foi só a mente criadora
tão incognoscível que me calei
e minhas lembranças foram vaguear.

E brilhou no mais secreto coração
enquanto pulsava universos nas veias
então eu sorri; sorri de gargalhar
sentindo o frenesi cósmico germinar
e minhas lembranças foram vaguear.

Foi o brilho eterno dos meus sonhos
e foi a matriz de uma vontade inquebrantável;
os dias são claros como a noite suspensa
e as noites são todas as vidas em poesia,
eu já fui o outro sol... Mas, eu serei o devaneio.

E a última centelha nunca acontecerá, a morte não tem finais...


Jonas Rogerio Sanches

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