segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Seresta da Minha Solidão

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Hoje farei a seresta da minha solidão.
Seresta que festeja as minhas dores,
a minha vida em branco e preto.

Hoje cantarei ao som de uivos minha seresta,
gritarei essa tristeza que corrói minha vida.
Seresteiro morto-vivo entre espinhos...

E deixarei os acordes dos tempos ditarem o ritmo,
a percussão será das lágrimas que guardo no peito,
então farei um choro de serestas, o canto da minha tristeza...

Farei a seresta de mim, e adormecerei com a face pesada,
entrecortada por vontades que deixei para trás...
Somente um tilintar de um sino dos ventos é meu companheiro.

Envolto em vultos que me acompanham farei a harmonia
e em coros fúnebres entoarão junto a mim essa dor...
Triste seresta de um trovador-poeta, solitário no universo.

Amanhecerei a aurora dos infinitos e me aninharei.
Agora as serestas serão ouvidas somente pelo coração,
que no frio da alma busca vencer os desafios;

e nas cinzas dos meus ossos, o vento cantará nas montanhas as serestas do tempo...


Jonas Rogerio Sanches


"Seresta de ma solitude"

Aujourd'hui, je vais faire les chanteurs de ma solitude.
Seresta qui célèbre mes douleurs,
ma vie en noir et blanc.

Aujourd'hui, je vais chanter au son de mes chanteurs plaintifs,
pleurer ce blues qui sape ma vie.
Morts-vivants Seresteiro parmi les épines ...

Et que les accords de l'époque dicter le rythme,
L'impact doit être les larmes que je garde dans la poitrine,
Ensuite, faire une sérénade en pleurs, le coin de ma tristesse ...

Je vais faire les chanteurs de moi, et je m'endors face à lourde
recoupé par des volontés que j'ai laissées derrière ...
Seul un tintement d'une cloche de vent est mon ami.

Enveloppé dans l'ombre, je vais suivre l'harmonie
et les chœurs funèbres va chanter avec moi cette douleur ...
Triste sérénade d'un troubadour-poète, seuls dans l'univers.

Amanhecerei l'aube d'une infinie et je aninharei.
Maintenant, les sérénades ne seront entendus que par le cœur,
que, dans le froid de l'âme cherche à surmonter les défis;

et les cendres de mes os, le vent dans les montagnes chantent sérénades le temps ...

Tradução para o francês de "Mourad Madi"

2 comentários:

  1. Inspiração sempre maravilhosa,Jonas!! abraços, linda semana,chica

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  2. Lembrei-me do filme o morro dos ventos uivantes...muito boas as imagens que criastes.
    Abração.
    V.

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