terça-feira, 3 de julho de 2012

Submerso

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Eu surrupio imagens do universo
Imerso ao léu em minha alcova
Entre as paredes portas se abrem
Sem que a vontade se mova

E na janela aberta
Todas as flores são insípidas
Pois provei todas as pétalas
E as cores tem o mesmo gosto insosso

Um pouco mais perto da noite
Raios solares banham as vidraças
E mais uma vez o carteiro não chegou
Trazendo-me notícias dela

Então me recolho em devaneios sãos
E a lâmpada queimada do aposento
Sempre deixo acesa, esperando sua luz
A caneta e o abajur clareiam-me os vultos

Somente a réstia de um novo dia
Pendurado na parede da capela
Poesia guardada em porões úmidos
E eu procrio letras, sentado só em minha cadeira cinza


Jonas Rogerio Sanches

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