quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dias e Mortes... Gritos de Vida...

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Todos os dias são os mesmos dias
Todas as mortes são inalteráveis
Todos os sentimentos estão ocultos
E os medos correm dos pesadelos

Todos os dias já terminaram
Todas as mortes já viveram
Todos os sentimentos desfeitos
E os medos já temem aquele que não veio

Todos os dias eu morro e renasço
Sentindo que a ferida não cicatrizou
E meus medos são somente insanidades
Solidão é companheira de jornada

Todos os dias mortos em solitários cadafalsos
Todas as sensações frias em um coração gelado
E já não temerei o futuro incerto
Somente caminharei sem maldade alguma

Pois os dias são somente os gritos do tempo
E meus gritos serão os ecos dos meus dias
Não vou mais me sensibilizar pelos inícios
Vou tatear os meios e degustar os finais

Todos os dias são continuações de noites
Todos os gritos são continuações de vozes
E as mortes são as minhas continuações
Dos sacrifícios fúnebres na montanha

Todos os dias são de feitiços e mágicas antigas
Que morreram e foram sepultados em meu coração
Que petrificado pela vida tornou-se inacessível
Agora já não adormeço pelos cantos

Todos os dias eu acordo sem dormir
E vagueio pelo limite das realidades
Buscando as peças perdidas dos meus quebra-cabeças
Buscando um cálice de elixir ou de sangue sagrado

Todos os dias são devaneios
E as mortes são inevitáveis
Somente uma centelha restará
E meu olhar já não é o mesmo

Todos os dias eu vou morrer...
Todas as mortes eu vou nascer...
Todos os medos eu vou vencer...
Todas as noites em solidão necessária...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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