terça-feira, 17 de julho de 2012

Crônicas de Uma Alma em Transição

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Noites corrompidas no silêncio
Entre as lápides do meu jardim
Vejo os outros ainda vivos
Não sabem por que vieram morar aqui

Noites sussurradas de gemidos
Enxergo tudo em mim contido
Já não vivo minha morte
Hoje morto vivo aqui aprisionado

Noites vazias entre as lápides
E mais uma vez eu não te aceitei
Cruel ceifadora de caules
Porque eu?

Noites tão frias de silêncio
Que deito em meu próprio cadáver
Nesse jardim de cruzes
Onde as flores nunca murcham

Noite enfim que me cansei
E aceitei o meu destino
Exacerbado em desatino
Pela luz eu implorei

Noite que a morte se fez dia
Fui cercado de alegria
Acolhido entre seus braços
Livre dos meus embaraços

Agora dia em que sou livre
Posso refazer família
Consertar a minha trilha
E na carne renascer


Jonas Rogerio Sanches
Imagem Google

2 comentários:

  1. Gostei muito das belas imagens que são sugeridas. "o jardim de lápides", "noites vazias", as "flores que nunca murcham".
    Obrigado.
    Abraço.
    Gilson.

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    Respostas
    1. Muito obrigado pelo seu apreço e comentário Gilson...
      Um ótimo dia para você!!!

      Excluir

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