quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Tempo do Tempo que se Foi

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Tantos os tempos decorridos em ampulhetas
Andando as pressas escorridos em areias cálidas
E tão rapidamente a vida passa aos olhos
Embriagando e roubando nossos sonhos

Tantos minutos que duraram horas
Guardados dentro dos olhares pasmos
Que se encontram entre todas as almas
E se reconhecem num colapso de destino

Tantas as vidas que passaram logo
Destroçadas pelas grotescas mãos temporais
Que escrevem todos os atos desfeitos
Sussurrando os aspectos da causa e efeito

E os relógios cósmicos de uma quinta feira morta
Registram todos os olhares em frases de soslaio
Espionando e sequestrando corações diáfanos
Imune à ação da vida e da morte inconsequentes

Todos os tempos estão contidos no sol do espírito
E as revelações massacraram os egos assassinos
O que seria do amanhã se o ontem fosse mais um defunto
enterrando os legados ásperos de uma mente coletiva?

Somente mais um dia inacabado onde a história seria escrita pelos astros...
Em uma via infinita onde o tempo não olha para trás...



Jonas Rogerio Sanches
Imagem: The Persistense of Memory de Salvador Dali

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