sábado, 31 de março de 2012

Olhares Cotidianos

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Observo cabeças pensantes transitando
Também as não pensantes... Muitas mesmo
Observo o arvoredo passeando... Ali parado
Olhando a algazarra dos pardais gritões

Observo as mesmas cabeças agora paradas
E o arvoredo se abana de calor... Venta forte
Os não pensantes não veem nada disso... Vagueiam
Em suas rotinas vestindo camisetas suadas... Iguais

Observo o banco da praça ali sozinho... E me aconchego
Boa tarde ao arvoredo... Agradecido à sombra
E são tantos transeuntes... Carecas e invisíveis
Descalços e espirrando uma velha gripe... Hipnotizados

Eu o observador agora observado... Pelo cão sarnento
Faminto de carinho e de um almoço gentil... Olhar triste
E o pedaço de pão envelhecido... Agora me serviu
Foi o começo de uma nova amizade... Fiel amizade

Observo agora o cão sorrindo... Bebeu água da sarjeta
E o olhar distraído dos transeuntes... Nada notam
Celulares e rotinas... Atropelamento na esquina
Cansado eu me retiro do mundo... E volto à poesia


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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