quinta-feira, 29 de março de 2012

Noites Infinitas

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Noites sem fim nesse dia infinito
E as paredes do quarto a me sufocar
Um mundo gigante a se limitar
Nas asperezas da vida... Na mesa de um bar

Noites distantes onde a mente retumba
Um grito de angústia... Um copo vazio
Um corpo disforme... Um olhar penetrante
E já não questiono nem o garçom... Nem o universo

Noites sem lua, sem frio, sem esperança
Sentimentos bradam os gestos desfeitos
Onde a poesia se perdeu... Incompreendida
E os homens escravos... Esqueceram-se de viver

Noites eternas como um piscar de olhos
Olhos vigilantes... Resumidos em lágrimas
Olhares que se apaixonam sem se cruzarem
E desperdiçam todas as oportunidades únicas

Noites onde escrevo a minha solidão
Sem tristeza... Sem mácula... Sem pudor
Preso nessas entranhas envelhecidas
Amarrado a esse gentil calabouço maternal

Noites que resolvo voar em divagações
Noites que escorrem pelas sarjetas...  E o sangue
Lava as mãos famintas de você... Que espera
O toque carinhoso... O beijo quente... O amor


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Triste poema sobre a solidão...
    Tenha uma ótima quinta-feira, Poeta!
    Beijos!♥

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    Respostas
    1. Muito obrigado pelo apreço Mari.
      Abraço e um ótimo dia!!

      Excluir

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