terça-feira, 6 de março de 2012

Cama de Pregos

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E o pergaminho veio a mim profanado
Mais o purifiquei com o sal dos deuses
E as mazelas desfeitas já são passado
O corpo insano foi testemunha

As linhas borradas reescrevi são
Com a sagrada pena dos tempos
Com meu próprio sangue escrevi
E o consagrei diante os faraós

Mas as tristezas eu calei
Deixei folhas em branco
O livro das lastimas eu abandonei
Para ser preenchido pelos covardes

E os meus estigmas marcaram
Aquelas palavras que não foram ditas
Mas foram lidas pelos guardiões
Que adormeceram em segredo

A mágica foi escondida pelos sacerdotes
Morri varias vezes tentando desvelá-la
Deitei-me na cama de pregos
E morri pela última vez

Mas ressurgi radiante
No peito o galardão mortífero
Que eu trouxe dos confins do limbo
Onde espiei por detrás da porta

A verdade escondi em códigos
E deixei as civilizações a esmo
Nessa caça sem sentido
Em busca das riquezas mundanas

E os pergaminhos se desfizeram com a chuva de verão...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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