quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Voz do Meu Silêncio

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Vou despir-me de toda sanidade
Gritarei para os ouvidos do eco
E deixarei as palavras reverberarem
Dentre as paredes do templo

Vou derramar o último copo de vinho
E sujar as vestes imaculadas da virgem
Não saciarei mais essa sede sórdida
Somente auscultarei o sangue nas veias

Correrei nas frestas do desfiladeiro
Até faltar-me o oxigênio
E descalço pisarei as brasas
Até satisfazer a fome de viver

Logo após dormirei o sono dos justos
E acordarei nos braços da minha violeta
Onde poderei me deleitar em seus traços
E sorriremos novamente ao pôr do sol


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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